Advogado que abandonou a mãe em estado grave em unidade de saúde foi preso pela 2ª vez por maus-tratos contra idosa, diz delegado
04/04/2025
(Foto: Reprodução) Além de maus-tratos, suspeito vai responder por exploração financeira, visto que comprometeu 60% da pensão de R$ 20 mil da mãe em empréstimos. Idosa de 85 anos estava desnutrida e com ferimentos no corpo, em Goiânia. Delegado Alexandre Bruno de Barros fala sobre caso do advogado que abandonou a mãe idosa
Esta foi a segunda vez que o advogado que abandonou a mãe em estado gravíssimo em uma unidade de saúde foi preso por maus-tratos contra idosa, disse o delegado do caso Alexandre Bruno de Barros. Segundo a Polícia Civil, a idosa de 85 anos estava desnutrida e com lesões pelo corpo.
Além de maus-tratos, o suspeito vai responder por exploração financeira, visto que comprometeu 60% da pensão da mãe em empréstimos, abandono em hospital e abandono material, informou o delegado. Se condenado, as penas somadas podem ultrapassar 12 anos de prisão.
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Segundo o delegado, o suspeito foi preso a primeira vez em junho do ano passado, quando foi liberado sem pagamento de fiança, mas com medidas restritivas para não chegar próximo à mãe. Na última terça-feira (1º), dois dias depois a idosa ter sido abandonada numa unidade de saúde, ele voltou a ser preso.
O nome do advogado não foi divulgado pela polícia e, por isso, o g1 não obteve o contato da defesa para um posicionamento.
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Divulgação/PC-GO
Abandono
A idosa foi deixada no Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) Jardim América, em Goiânia. De acordo com a polícia, ela estava em estado grave, desnutrida, com lesões pelo corpo, suja de fezes e urina e com dificuldades para respirar e se comunicar.
Como nenhum parente apareceu, uma assistente social da unidade de saúde fez a denúncia da situação à polícia. Em seguida, segundo a PC, a idosa foi identificada e a polícia descobriu dois possíveis filhos. A partir daí, o suspeito foi localizado.
Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem em seu apartamento no Setor Oeste, em Goiânia, o advogado alegou aos policiais que cuidava da mãe da melhor forma possível. Ele disse ainda que, devido à piora do seu estado de saúde, a havia deixado no Cais do Jardim América dois dias e que iria visitá-la depois.
Exploração financeira
A idosa recebe aproximadamente R$ 20 mil reais, mas 60% está comprometido por empréstimos, feito pelo filho, segundo o delegado. O delegado disse que o filho gastava o dinheiro com ele mesmo, e não com ela.
“Tanto que no apartamento não tinha alimentação alguma,” informou o delegado.
O total de empréstimos feitos no nome da idosa é levantado pela polícia. A corporação tem dez dias para concluir o caso.
O g1 pediu um posicionamento atualizado à OAB, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. No dia da prisão, a organização afirmou que, apesar de a prisão não ter relação com o exercício da advocacia, apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento, visando garantir o amplo direito de defesa e o contraditório.
No texto, a instituição reforçou que esse acompanhamento visa resguardar as prerrogativas profissionais e fiscalizar o cumprimento dos preceitos éticos da advocacia. Por fim, informa que não comenta eventuais prisões ou condenações de seus inscritos.
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Divulgação/Polícia Civil
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